09.02.09
Anotações desconexas
1- Não sei de onde vem essa mania de adjetivar títulos.
2- eu tecad trava qando u digito rápdo.
3- Prometi não escrever em primeira pessoa, estou me sentindo quase uma deputada [ou senadora, depende].
4- Soube hoje (ou inferi) que o sigma é símbolo da AIB por esta ser a união (somatório) de uns 5 partidos de orientação fascista.
5- Me inscreverei em 4 vestibulares: puta gasto a toa de $$.
6- Pensando em falar algumas coisas pra minha avó.
7- To com uma saudade do tamanho do universo da minha melhor amiga. =) Logo a verei.
8- Tchuuummm.
9 e final- Eu não to com medo, não tô. Você vai estar comigo. =D E vamos comemorar as coisas juntos. (L)
[Eu precisava.]
07.05.09
Cinco minutos
Cinco minutos é o que basta para que uma mulher faça o oposto ao planejado. Tempo suficiente para mudar de idéia cinquenta vezes e depois decidir deixar tudo como estava antes.
Tudo começa com o MSN. Ela entra decidida a bloqueá-lo. Pensara durante dez ou vinte minutos, ou pelo menos assim parecia, não teria piedade. Era o fim.
A moça abre o programa. Esquadrinha sua lista de contatos e, sim, ele está ali, com o bonequinho verde indicando sua presença no mundo virtual. Decidida, muito decidida, deleta. E bloqueia. Começa, então, a puxar assunto com metade da lista, reunindo todas aquelas pessoas cujas conversas não ultrapassavam dos cumprimentos. Dois minutos e a decisão já não era assim tão forte.
Bloquear para quê? Ela poderia deixá-lo apenas fora da lista, só para não ter o impulso de falar com ele. Sim, mas deixaria fora da lista.
Abriu o orkut. Tudo continuava praticamente igual ao que deixara no dia anterior, nenhuma mensagem, nenhuma foto, nada novo. Mais um minuto passa e a impaciência começa a tomar conta.
Manter fora da lista por que motivo, afinal? Ora, o importante é ver e não sentir vontade de conversar. Deletando ela nunca saberia se evitou por sua própria força ou se simplesmente esqueceu. Readicionado, agora ela simplesmente não ia mandar a primeira mensagem. O apelido dele parecia saltar da tela, mas ela não ousaria sequer pousar o cursor nele. Mais um minuto.
Ah, que mal há nisso? Ela poderia simplesmente ter uma conversa casual, sem atritos ou momentos sentimentaloides. Afinal, já que ele permanecia entre seus contatos, não falar com ele seria um desperdício de espaço em sua lista.
Mais um minuto e ambos já combinavam o horário do encontro no dia seguinte. E ela só havia ido falar com ele pois estava muito decidida.
06.30.09
Ao meu velho amigo
Olá, velho amigo velho! Há tempos não escrevo, porém hoje o dia me encheu de novos humores – todos à base de café-, e a vontade de contar as novidades foi maior do que eu.
Era 7:00. Foi ao deitar que percebi: você havia ido embora. Em nenhum canto do meu cérebro eu pude encontrá-lo.
No seu lugar, outras vozes passaram a ocupar meus dias. Nos felizes, os comentários vinham dotados de uma voz similar às dos meus colegas de colégio; nos mais melancólicos, parecia ouvir repreensões em tom de auto-ajuda. De repente, uma mistura de umas cinqüenta vozes interiores se mesclaram na de uma pessoa só.
E ele é meu amigo novo. Conversa comigo mesmo quando estou ouvindo música, comenta um assunto histórico ou outro, me chama de retardada quando eu fico olhando para o vidro do metrô e tentando imaginar os raios refletindo e refratando…
No meio da tarde é ele quem me aponta os erros idiotas de matemática, aquela linha do enunciado a qual não prestei atenção. É ele quem pergunta se a resposta bate com a pergunta e se o que eu rabisco no meu caderno possui alguma relevância. É insuportável. E necessário. Não sei se sobreviveria a tudo isso sem ele.
Meu amigo novo é uma gracinha. Ele me desafia todos os dias para partidas de quaisquer jogos, aponta minha prateleira só pra lembrar dos Nietzsches abandonados pela metade, da Noite na Taverna esquecida entre meus e-books e, talvez, das tantas ideias abandonadas no meio do caminho. Ademais, ri junto comigo da pseudointelectualidade e da arte de ser prolixo, especialmente quando ninguém mais entende a piada. Internas são o forte dele. Enfim, meu mais novo amigo é tão perfeito e genial que até me lembra você.
Tenha uma boa vida.